Carnavais #1 · Porta-Bandeira
A porta-bandeira gira, e o sensor perde. A saia rodada abre um vazio no registro: o LiDAR não alcança o que está em rotação. O que sobra é uma figura feita de presenças e ausências — o pavilhão da escola preservado em pontos, o gesto preservado em buraco.
Na instalação, a nuvem responde à presença do público: aproximar-se é fazê-la recuar. A obra guarda a lógica do desfile — ninguém toca a porta-bandeira.